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Diário de um Gerente de TI · #001

Como controlar os custos de TI sem depender de planilhas

Governança 4 min de leitura
Capa do artigo: Como controlar os custos de TI sem depender de planilhas

Toda área de TI tem uma planilha de custos. Geralmente mais de uma. E, quase sempre, alguém que reza para não perder o arquivo.

Eu perdi a conta de quantas vezes vi a mesma cena: uma planilha enorme, com abas para licenças, contratos, servidores, renovações — mantida por uma pessoa só, que virou a “dona do conhecimento”. Quando essa pessoa sai de férias (ou da empresa), a TI inteira fica cega sobre os próprios custos.

A planilha não é o problema. O problema é depender dela.

Por que a planilha para de funcionar

No começo, a planilha resolve. Você tem 30 licenças, 5 contratos, alguns servidores. Cabe na cabeça e cabe na aba.

O problema aparece com o crescimento. De repente são centenas de licenças espalhadas entre Microsoft 365, ferramentas de segurança, sistemas internos e uma dúzia de SaaS que times diferentes contrataram por conta própria. A planilha continua lá — mas ela agora tem três defeitos graves:

Ela está sempre desatualizada. Alguém contratou uma ferramenta nova ontem, cancelou outra semana passada, e a planilha só vai saber disso quando alguém lembrar de atualizar. Na prática, você toma decisão de custo com dado velho.

Ela não cruza informação. A planilha te diz que você paga por 500 licenças de M365. Ela não te diz quantas estão realmente sendo usadas. Esse é o buraco mais caro da TI: pagar por acesso que ninguém abre há meses.

Ela depende de uma pessoa. Enquanto o custo mora numa planilha mantida manualmente, o conhecimento é de quem mantém — não da empresa. Isso é risco operacional puro.

O custo invisível: a licença ociosa

Deixa eu ser concreto, porque é aqui que o dinheiro escorre.

É comum, em empresas de médio e grande porte, encontrar entre 20% e 40% de licenças pagas que não têm uso real — pessoas que saíram, projetos que acabaram, planos superdimensionados “por segurança”. Cada uma dessas licenças é uma pequena sangria mensal que ninguém sente sozinha, mas que somada vira um número que assusta.

O problema é que a planilha não consegue enxergar isso. Ela registra o que você contratou, não o que você usa. Pra saber o uso real, você precisaria cruzar a lista de licenças com os dados de atividade de cada sistema — e isso não cabe numa aba de Excel atualizada na mão.

O que fazer no lugar (sem virar um projeto gigante)

A resposta não é “compre uma ferramenta cara e complexa”. Já vi empresas trocarem a planilha por um sistema tão pesado que ninguém usava — e voltarem pra planilha. O caminho é mais simples e tem três princípios:

1. A informação tem que se atualizar sozinha. Em vez de alguém digitar, o ideal é que os dados de licenças, uso e custo venham direto das fontes (os próprios sistemas que você já tem). Menos digitação manual, menos dado velho.

2. Você precisa ver custo e uso lado a lado. Não adianta saber quanto você paga se você não sabe quanto usa. A pergunta que importa não é “quantas licenças eu tenho?”, é “quantas eu realmente uso?”.

3. O conhecimento tem que ser da empresa, não de uma pessoa. Quando qualquer gestor autorizado consegue abrir um painel e ver a situação, você eliminou o risco do “dono da planilha”.

O ponto de partida é sempre o inventário

Antes de controlar custo, você precisa saber o que tem. Parece óbvio, mas a maioria das empresas não tem um inventário confiável e atualizado dos próprios ativos de TI — licenças, aplicações, contratos, acessos.

E aqui está a ironia: sem esse inventário, toda tentativa de cortar custo é chute. Você corta o que acha que não usa, torcendo pra não derrubar algo importante. Com o inventário certo, o corte vira decisão baseada em dado.

Se a sua TI ainda depende de uma planilha (e de uma pessoa) para saber os próprios custos, o primeiro passo não é cortar gastos. É enxergar o que você tem — de forma que se mantenha sozinha, cruze uso com custo, e não dependa de ninguém para continuar viva.

O resto (a economia) vem como consequência.

Foi por isso que criamos o Cobalto Manager — uma plataforma que consolida licenças, custos e uso num só lugar, alimentada direto pelos seus sistemas, sem planilha e sem depender de uma pessoa.

Conheça o Cobalto Manager

Este texto faz parte do “Diário de um Gerente de TI”, uma série sobre os problemas reais de governança, custos e infraestrutura que a TI enfrenta na prática.